Entenda de uma vez por todas a diferença entre a Prova de Trabalho e a Prova de Participação

Prova de participação e prova de trabalho

Os dois protocolos, Prova de Trabalho e Prova de Participação, são os métodos mais conhecidos em uso para que os participantes de um blockchain possam encontrar consenso sobre os blocos a serem incluídos.  Entenda neste artigo como os dois procedimentos funcionam e quais as criptomoedas que utilizam esses protocolos.

O que é a Prova de Trabalho (PoW)?

O protocolo de Prova de Trabalho foi divulgado pela primeira vez através do Bitcoin (BTC). No entanto, poucas pessoas sabem que não foi o lendário Satoshi Nakamoto quem inventou esse protocolo. Sendo assim, a ideia foi desenvolvida em 1992 pela americana Cynthia Dwork e pela cientista de computação israelense Moni Naor para limitar o correio eletrônico indesejado.

O termo Prova de Trabalho foi publicado pela primeira vez em um trabalho científico de Markus Jakobsson e Ari Juels em 1999. Ainda assim, a Prova de Trabalho foi provavelmente a maior ideia por trás do Whitepaper de Satoshi Nakamoto em 2008.

A mineração e a Prova de Trabalho

Resumidamente, a Prova de Trabalho significa que o consenso na rede é gerado pela prova de trabalho. Os participantes de um sistema blockchain trabalham, resolvendo uma tarefa criptográfica complicada, e assim validando as transações dentro da rede.

Se os participantes conseguem juntar transações suficientes, elas são combinadas em um bloco. Com isso, um novo bloco é gerado no blockchain. Como recompensa pela solução da tarefa criptográfica, o assinante (minerador) tem uma recompensa definida (por exemplo, um certo número de bitcoins). Esse processo é chamado mineração.

Um poder de computação aliado a rede de criptomoedas

Desse modo, isso significa que uma transação apenas é executada e validada quando a transação é incluída em um bloco. Nesse momento, os novos Bitcoins (BTC) serão criados. Embora a mineração seja um “esforço comunitário”, só quem gera o bloco recebe uma recompensa. A distribuição de quem foi o primeiro ocorre de acordo com o poder total de computação na rede. Quanto mais poder de computação na rede, mais difícil se torna a tarefa criptográfica.

Na rede Bitcoin (BTC), por exemplo, o poder de computação tem sido tão alto há algum tempo que a rede consiste principalmente de mineradores profissionais (grandes data centers) e pools de mineração. O principal objetivo da Prova de Trabalho é evitar ataques DDoS que tentam paralisar os recursos de um sistema, enviando um grande número de solicitações.

Criptomoedas baseadas no protocolo de prova de trabalho são o Bitcoin, Ethereum, Litecoin e Monero, entre outros, por exemplo.

Críticas a Prova de Trabalho

A Prova de Trabalho é baseada na ideia básica de um poder computacional altamente distribuído entre muitos participantes em todo o sistema. Assim devem ser garantidas a estabilidade e a segurança da rede. Porém nem sempre isso acontece na prática, inclusive no caso do Bitcoin (BTC), isso parece ser cada vez mais raro.

Devido ao preço cada vez maior do Bitcoin (BTC) e a crescente lucratividade da mineração, os pools de mineração aumentaram muito. Existe o risco de um chamado ataque de 51%: se um minerador tiver pelo menos 51% da potência de mineração na rede por um longo período de tempo, há um risco de manipulação do blockchain e, portanto, das transações negociadas naquele intervalo de tempo.

Além disso, a mineração de Bitcoin (BTC) também é uma preocupação ecológica. A criação de um bloco demora cerca de dez minutos. O consumo estimado de energia para uma transação na rede é equivalente ao consumo de 1,57 famílias por dia.

O que é a Prova de Participação?

Com a Prova de Participação, os novos tokens digitais são gerados por mera posse em uma carteira (staking). A validação das transações no blockchain também é realizada por um algoritmo de consenso, baseado no valor de co-participação.

Sendo assim, se você possui 0,1% de todas as unidades de uma criptomoeda, você pode validar 0,1% de todas as transações. Ou então: alguém que possui 1% de uma certa criptomoeda pode validar dez vezes mais o número de transações que alguém com apenas 0,1%.

Igual a Prova de Trabalho, é criado um token como recompensa quando um novo bloco é gerado. Essa recompensa e as taxas de transação são distribuídas aleatoriamente entre todos os proprietários da criptomoeda, utilizando um algoritmo que leva em conta o valor da rede e a duração da propriedade.

Sendo assim, a Prova de Participação é mais ecológica em comparação com a Prova de Trabalho. O esforço computacional exigido na Prova de Trabalho e o consumo de energia não são necessários nesse caso. Para que um invasor possa fazer um ataque de 51%, por exemplo, ele deve ter mais da metade do total de ativos de cada moeda.

Algumas criptomoedas que usam o protocolo de Prova de Participação (PoS) são o Stratis, EOS (delegada), BlackCoin, PivX e Reddcoin.