Profissionais no Brasil trocam mercado financeiro pelo mercado de Bitcoin

O mercado de criptomoedas está atraindo cada vez mais brasileiros. São especialistas do mercado financeiro tradicional que estão mudando para o mercado descentralizado de ativos digitais. Dessa forma, muitos profissionais encontram oportunidades em um mundo completamente novo.

O Brasil é considerado um mercado promissor para criptomoedas e está atraindo cada vez mais profissionais para a área. Embora o país seja considerado promissor, o volume de negociações é pequeno, porém, já atraiu a atenção de gigantes como a Houbi Brasil. A corretora de criptomoedas entrou no mercado brasileiro recentemente em busca de conquistar investidores em todo o país.

Corretoras nacionais e de fora do país movimentam oportunidades de trabalho na área

A presença de empresas como a Houbi Brasil movimenta empregos e oportunidades para o setor. Em junho a exchange estava a procura de diversos profissionais para compor o seu escritório que foi aberto recentemente em São Paulo – SP. Com mais de 150 altcoins em sua plataforma, a Houbi está investindo pesado no mercado brasileiro de criptomoedas oferecendo airdrops para atrair novos investidores. Além disso, a Houbi é uma das primeiras empresas de grande porte do mercado de criptomoedas a entrar no Brasil. A exchange também aposta em outros mercados, como o da Indonésia, por exemplo.

Depois da Houbi, pode ser que outros gigantes do mercado mirem suas atividades no Brasil. Por outro lado, o país possui exchanges nacionais que são responsáveis pela maior parte do mercado brasileiro, como o Mercado Bitcoin e a Foxbit, por exemplo. São através dessas empresas que muitos profissionais do mercado financeiro estão encontrando oportunidades de trabalho em um ambiente completamente novo para alguns deles.

Um caso de sucesso de um especialista que abandonou o mercado financeiro tradicional

A experiência do mercado financeiro tradicional pode ser útil para o mercado de criptomoedas. Sendo assim, muitos profissionais estão migrando de mercados em busca de melhores oportunidades. Com um mercado emergente, as criptomoedas no Brasil representam um mercado em completa ascensão. Desse modo, é em empresas relacionadas a criptomoedas que vários profissionais, acostumados a lidar com o dinheiro tradicional, estão encontrando um novo emprego.

Rodrigo Souza, por exemplo, é CEO da BlinkTrade e migrou do mercado financeiro tradicional para o universo criptográfico. O especialista é CEO da antiga provedora da FoxBitt.

O especialista trabalhou durante quatro anos na Bovespa e sua experiência no mercado financeiro tradicional continuou após Souza se mudar para Nova York. O especialista continuou a trabalhar no mercado financeiro tradicional norte-americano até 2012. Nesse mesmo ano, Rodrigo Souza começou a trabalhar em um negócio seu voltado para criptomoedas. Dois anos mais tarde a BlinkTrade foi criada e atualmente a empresa é responsável por fornecer o sistema de funcionamento da Bitcambio.

Experiência no mercado financeiro tradicional pode ser utilizada no mercado de criptomoedas

Além de Souza, existem outros diversos profissionais que viram no mercado de criptomoedas uma chance de trabalho. Desse modo, a experiência no mercado financeiro tradicional parece ser de grande valia para esses profissionais, absorvidos pelo mercado de ativos digitais.

Muitos investidores também foram atraídos pelo mercado de ativos digitais. Em 2015, Diego Velasques decidiu abandonar o trader no mercado financeiro tradicional para investir em criptomoedas. O carioca contou em entrevista ao Portal do Bitcoin que sua mudança para o mercado de criptomoedas foi “praticamente instantânea”.

O trader mudou em poucos dias seus ativos para as criptomoedas e até hoje continua operando no mercado de ativos digitais. Sendo assim, Diego conquistou um emprego de destaque na área. Atualmente Diego é CEO da e-juno, uma fintech voltada para a comercialização de criptomoedas no mercado brasileiro.

O perfil do investidor brasileiro de criptomoedas

O mercado brasileiro de criptomoedas está em expansão e cada vez mais novos negócios relacionados aos ativos digitais surgem no país. De acordo com uma pesquisa realizada através da Fundação Getúlio Vargas, a maioria dos investidores de criptomoedas no Brasil possuem entre 15 e 29 anos. Essa parcela de investidores correspondem a 36,9% dos investidores brasileiros de criptomoedas. Desse modo, isso demonstra que investir em criptomoedas é algo considerado por grande parte dos jovens que prometem dominar o mercado de ativos digitais em breve.

A presença de grande parte de jovens investidores em criptomoedas no Brasil revela que esse tipo de investimento tem atraído pessoas que pensam em investir em fundos pela primeira vez. Esse interesse é o que faz novas empresas surgiram e gigantes apostarem no Brasil, como a Houbi, por exemplo. Além disso, um mercado aquecido resulta em novos negócios, e por consequência, mais empregos relacionados ao universo dos ativos digitais.

O mercado de criptomoedas está em queda, mas continua expandindo suas operações

O mercado de criptomoedas viveu um hype em 2017 que não continuou em 2018. Pelo contrário, o mercado caiu e muito em capitalização e valorização de praticamente todas as criptomoedas. Por outro lado, o mercado brasileiro de criptomoedas continuou a crescer, por mais que a maioria dos ativos digitais tenha se desvalorizado nos últimos oito meses, como o Bitcoin (BTC), por exemplo.

O preço de diversas criptomoedas caiu significativamente nos últimos meses. Mas, isso não impediu que o mercado de criptomoedas continuasse a expandir. Através de regulamentações recém-aprovadas, diversos países “legalizaram” as criptomoedas, como a Tailândia, por exemplo. Além disso, diversas formas de envio de dinheiro estão experimentando a tecnologia dos ativos digitais pela primeira vez.

Essas legislações e parcerias estratégicas fizeram com que o mercado de ativos digitais aumentasse o seu domínio mundial. Diversas empresas e instituições passaram a adotar as criptomoedas, como na Colômbia, por exemplo. No país, mais de mil estabelecimentos passaram a aceitar criptomoedas como forma de pagamento. Sendo assim, o mercado continua expandindo, por mais que esteja em desvalorização, criando novos empregos e oportunidades para um universo que vem conquistando cada vez mais pessoas.