“Pirâmide Bitcoin”: golpe de brasileiro acaba em morte e corpo carbonizado

Pirãmide Bitcoin termina com morte de empresário

O brasileiro Márcio Rodrigo dos Santos é acusado de ter aplicado um enorme golpe envolvendo criptomoedas no país. O homem estava sendo investigado por ter criado uma “Pirâmide Bitcoin”, onde cerca de R$ 200 milhões foram perdidos por vários investidores. O corpo de Márcio Rodrigo foi encontrado carbonizado após o empresário ser assassinado em Balneário do Camboriú, uma cidade litorânea em Santa Catarina.

De acordo com reportagem da UOL, o empresário participou de golpe milionário em que centenas de pessoas foram lesadas. Desse modo, o crime que levou ao fim a vida de Rodrigo pode ter ligações com o golpe aplicado pelo empresário, que já estava sendo investigado pela justiça brasileira. O empresário chegou até a ser preso após uma denúncia contra ele em 2017.

Empresário chegou a ser preso e continuou aplicando golpes no Brasil

Segundo a polícia, o crime pode ter sido motivado por vingança. Sendo assim, investidores insatisfeitos com o empresário podem estar envolvidos na morte brutal de Rodrigo. Além do empresário, outras pessoas estavam sendo investigadas por participarem da empresa que aplicava os golpes de “Pirâmide de Bitcoin” no Brasil, a D9 Clube.

Em 2017 uma denúncia contra Márcio Rodrigo, o empresário chegou a ser preso no Rio Grande do Sul. Porém, logo após a prisão o homem teve sua liberdade concedida. E para piorar, segundo investigações, Márcio Rodrigo continuou a aplicar golpes envolvendo criptomoedas em todo o país.

Márcio trocou mensagens com investidores insatisfeitos

O corpo de Márcio Rodrigo foi encontrado carbonizado há algumas semanas atrás pela polícia catarinenense. O empresário estava dentro de um porta-malas dentro de um carro completamente carbonizado. Segundo as investigações, pelo menos duas pessoas participaram do crime que resultou na morte brutal do empresário acusado do golpe “Pirâmide Bitcoin”.

A polícia disse, ainda, que recentemente Márcio chegou a trocar mensagens com investidores insatisfeitos com o golpe. Sendo assim, o empresário poderia ter encontrado com essas pessoas, consideradas até então os suspeitos do crime. Segundo a investigação, pelo menos duas pessoas teriam participado da execução do empresário.

Dois homens já foram presos acusados pela morte do empresário

Rodrigo Soares afirmou que dois envolvidos na morte já se encontram detidos. Soares é chefe do Departamento de Investigações de Balneário do Camboriú – SC e está a frente das investigações sobre a morte de Márcio Rodrigo.

O delegado contou em entrevista que dois suspeitos foram presos após o rastreamento de conversas do empresário com os homens detidos. De acordo com Soares, um dos acusados foi encontrado em Torres, uma cidade no extremo litoral norte do Rio Grande do Sul, quase na divisa com Santa Catarina. Já o segundo suspeito foi encontrado em uma cidade ao lado, em Passo de Torres. Por outro lado, o delegado Rodrigo Soares não descarta a participação de mais pessoas no crime.

“Há suspeitas de que há mais gente envolvida no homicídio e a investigação continua aberta”.

1.300 pessoas caíram no gole da “Pirâmide Bitcoin” criada no Brasil

Márcio e a empresa D9 Clube são acusados de lesar cerca de 1.300 pessoas no Brasil. O golpe também se estendeu para outros países, onde investidores foram enganados pelo empresário e pela empresa fraudulenta.

A D9 Clube funcionava como um sistema de apostas envolvendo criptomoedas. Porém, o site era considerado um ambiente utilizado para a prática de diversos crimes, como a lavagem de dinheiro, por exemplo.

Como funcionava a D9 Clube

Além do sistema de apostas, as vítimas eram convidadas a fazerem investimentos em criptomoedas como o Bitcoin (BTC), por exemplo. Em troca, essas pessoas recebiam promessas de lucros de 33% ao mês em investimentos custodiados pela empresa em ativos digitais.

Além de Márcio, outras pessoas pessoas faziam parte da empresa D9 Clube. Porém, não é o empresário morto o idealizador da empresa fraudulenta no Brasi. Desse modo, é Danilo Santana o acusado de ter criado a D9 Clube, na qual Márcio Rodrigo fazia parte. Além dos envolvidos, parte da família de Danilo Santana também fazia parte da organização criminosa, segundo investigações.

Os que foram enganados também eram engajados a convidarem cada vez mais pessoas, esperando lucros através das indicações, como um verdadeiro esquema de “Pirâmide Bitcoin”.