Mineração de Bitcoin (BTC) caiu 31% desde Novembro, 1,3 milhão de dispositivos desligados

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Mineiros de Bitcoin passam por dificuldades

Apesar da queda dos preços, a taxa de hash da rede Bitcoin (BTC) não diminuiu. No entanto, desde o mês passado, a tendência é de queda. A taxa de hash do Bitcoin caiu cerca de 31% desde o início de Novembro de 2018, o equivalente a cerca de 1,3 milhão dispositivos Bitmain S9

Taxa de hash do Bitcoin (BTC) está em declínio

No início de dezembro de 2018, a dificuldade de mineração do Bitcoin caiu em 15,1%. A dificuldade se atualiza a cada 2.016 unidades, um intervalo de aproximadamente duas semanas. Assim, a rede Bitcoin sofreu a segunda maior queda na taxa de hash desde o lançamento em 2009, e a maior queda desde Outubro de 2011.

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Source: https://blog.bitmex.com/the-price-crash-the-impact-on-miners/

Alguns especialistas interpretam a queda da taxa de hash como a morte lenta da rede Bitcoin (BTC). Segundo outros, isso demostra que os operadores de equipamentos de mineração estão sob pressão. Isso se deve aos altos custos e as margens de lucro reduzidas. As alterações afetaram sobretudo mineiros individuais. 

De acordo com a BitMEX Research, a taxa de hash do Bitcoin caiu mais de 31% desde o início de Novembro. Isto corresponde a um poder computacional de cerca de 1,3 milhões dispositivos S9-Antminer da Bitmain.

Segundo a CCN, a sobrecarga varia muito, dependendo do tamanho da empresa, dos custos de energia e outros fatores. Por outro lado, o declínio do mercado acelerou a obsolescência de modelos de mineração antigos, como o Antminer S7.

Receitas de mineiros caem mais rápido que o preço do Bitcoin

Vale ressaltar que a recente venda no mercado prejudicou ainda mais os mineiros do que os investidores. A BitMEX Research estima que a receita acumulada de mineração de Bitcoin caiu para US$ 6 milhões por dia no início de dezembro. Em comparação, no início de novembro esse valor era de US$ 13 milhões, superando a forte queda nos preços do Bitcoin.

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Fonte: https://blog.bitmex.com/the-price-crash-the-impact-on-miners/

Isso acontece porque a rede não se ajusta em tempo real, mas em intervalos fixos. Uma queda na taxa de hash reduz o número de blocos encontrados, até que o nível de dificuldade se ajusta.

Conforme explicado no relatório:

“Num período de 6 dias até o dia 3 de dezembro foram encontrados 21,8% blocos a menos do que esperado. os mineiros deixaram a rede antes do ajuste de dificuldade. Isso resultou em menos blocos produzidos. os incentivos para a mineração caíram em 21,8%, além do impacto do declínio nos preços “.

A BitMEX Research estima que neste momento, quase todos os mineiros trabalham sem lucro. E isso independentemente do tamanho e dos custos da operação.

Bitcoin na espiral da morte?

Segundo alguns analistas, o Bitcoin entrou numa “espiral da morte”. Alguns mineiros desligam suas máquinas antes que a dificuldade diminui. Assim, a rede está impedida de processar blocos em intervalos regulares de 10 minutos. Ao mesmo tempo, não consegue ampliar ainda mais o intervalo entre os níveis de dificuldade.

Andreas Antonopoulos afirma que a maioria dos mineiros investiu na indústria de criptomoedas e quer ver os preços subir novamente. Para ele, os mineiros trabalham com uma perspectiva de longo prazo. Isso inclui operar com margens negativos no momento, para no futuro poder obter lucros novamente.

“os mineiros têm uma perspectiva a longo prazo. eles têm investimentos em equipamentos e costumam comprar eletricidade em planos a longo prazo, eles não pagam por semana. assim, se eles têm que esperar mais três meses para obter lucros, não desligam os equipamentos.”

Os problemas atuais do mineiros não têm um impacto duradoura sobre o Bitcoin. Mesmo assim, não facilita o trabalho de empresas individuais de criptomoedas que precisam lidar com essa situação no dia a dia.