IOTA (MIOTA): uma criptomoeda feita para as máquinas

IOTA (MIOTA)

O IOTA (MIOTA) é uma das criptomoedas mais interessantes no mercado atualmente. Do ponto de vista tecnológico, os desenvolvedores do IOTA (MIOTA) escolheram uma abordagem completamente diferente de (quase) todas as outras criptomoedas. O IOTA (MIOTA) não é baseado no blockchain, mas usa o protocolo Tangle. Segundo o cofundador Dominik Schiener, esse protocolo é quase uma blockchain, só que sem blocos. O IOTA (MIOTA) fui concebido para servir como fundamento para a Internet das Coisas. Você vai descobrir no artigo como isso deve funcionar e o que a equipe da rede IOTA está planejando para o futuro.

A ideia básica do IOTA (MIOTA)

Para entender o significado e o propósito do IOTA (MIOTA), temos que explicar algumas coisas. A Internet das Coisas é um área enorme de inovação, com um futuro promissor. Tudo o que pode ser digitalizado será transformado em breve, até mesmo eletrodomésticos e banheiros, por exemplo. Na melhor das hipóteses, o objetivo da Internet das Coisas é a comunicação autônoma entre as máquinas, independentemente dos seres humanos. O objetivo final é facilitar a vida cotidiana dos seres humanos, com dispositivos inteligentes a disposição de qualquer um.

Objetos inteligentes são o futuro da humanidade

Um exemplo disso, seria uma geladeira inteligente, solicitando automaticamente as compras semanais quando estiver vazia. Ou então, um carro completamente autônomo. Além da capacidade de dirigir sozinho, esse automóvel poderia também ser capaz de procurar o estacionamento mais próximo através da internet, por exemplo. A empresa por trás do IOTA pretende adicionar o pagamento máquina a máquina (M2M). Isso significa que a geladeira também pagaria as compras semanais, e o carro pagaria automaticamente pela vaga de estacionamento. O token IOTA (MIOTA) fornece a base para as operações de forma automatizada. Isto resolve o problema atual, onde ainda é necessário uma pessoa para agir como intermediário entre as máquinas, e para executar e validar a transação. Por um lado, tem que confiar em essa instância central, por outro lado, há uma vulnerabilidade central e potencialmente provável a ataques. O objetivo da empresa é eliminar completamente essa vulnerabilidade.

Porque o IOTA (MIOTA) é mais adequado do que o Bitcoin ou Ethereum?

Em principio, outras criptomoedas são tão adequadas para essa finalidade tanto quanto como o IOTA (MIOTA). O pagamento entre as máquinas também poderia ocorrer via Bitcoin (BTC), por exemplo. De acordo com o raciocínio dos fundadores do IOTA (MIOTA), a vantagem decisiva é a escalabilidade e os custos de transação da criptomoeda. O protocolo Tangle fornece escalabilidade infinita e não requer qualquer custo de transação. A escalabilidade é particularmente importante, já que as estimativas sugerem que no futuro, 50 bilhões de máquinas poderiam ser conectadas em rede. Tendo em vista essa quantidade e as demandas do sistema, milhões de transações teriam que ser processadas em tempo real. A escalabilidade é um problema geral e central no mundo das criptomoedas. Atualmente, o Bitcoin (BTC) gerencia apenas oito transações por segundo. Enquanto isso, o Ethereum realiza até 10.000 de transações por segundo, depois de uma atualização em 2017. Com 50 mil milhões de máquinas, esse número até parece ser bem pouco. Sendo assim, o IOTA (MIOTA) parece ter o melhor protocolo, o Tangle, pois permite uma infinidade de transações simultâneas. Além disso, os micropagamentos (por exemplo, um lugar estacionamento que custe 20 reais) devem ser efetuados sem um esforço considerável, ou seja, sem custos adicionais para uma transação. Mais uma vez, isso representará uma proposta única de venda do IOTA (MIOTA). Sendo assim, a criptomoeda permitirá o pagamento por serviços sem que nenhum custo de transação aconteça.

Como funciona o sistema de transações grátis do IOTA (MIOTA)

O processo de consenso do IOTA (MIOTA) não se baseia na mineração nem na participação. Desse modo, não há “esforço” para que transações sejam concluídas na rede. Esforços como a mineração, onde é preciso tecnologia cara e muita energia, ou a participação, onde o esforço é comprar ou possuir tokens (para validação), não fazem parte do sistema IOTA. Cada membro da rede que faz uma transação tem que confirmar mais duas transações. Sendo assim, devido à eliminação de mineradores e stakers não há necessidade de recompensas e, portanto, nenhum custo de transação será gerado. O objetivo da empresa é se tornar o protocolo central da “economia das máquinas“. Para que isso aconteça, não é preciso apenas enviar dinheiro através do protocolo Tangle, como também dados. O protocolo também deve ser compatível com o Ethereum (ETH) e o Bitcoin (BTC).

O protocolo Tangle

Como já foi mencionado anteriormente, todo usuário é forçado a validar duas outras transações toda vez que fizer uma nova transação. Para executar a confirmação, o nó de cada usuário deve executar uma prova simples de trabalho. Embora isso pareça muito semelhante a prova de trabalho do Bitcoin (BTC), tecnicamente há uma grande diferença. A Prova de Trabalho do IOTA (MIOTA) é realizada através do processo de HashCash. Esse mecanismo tem como objetivo evitar ataques por identidades falsas que querem influenciar a votação por maioria, retardar a rede ou interceptar a comunicação entre pares. Além disso, todos os participantes da rede IOTA participam do processo de consenso. Um algoritmo aleatório determina quais transações devem ser validadas. Mas pode acontecer de você validar sua outra transação? Teoricamente sim, mas isso requer muito poder de computação e muita aleatoriedade. A vantagem do Tangle é que as transações são processadas em paralelo. Um blockchain é sequencial: os blocos só podem ser adicionados um após o outro. Em contraste, o Tangle é baseado em um Directed Acyclic Graph (DAG), que permite e validação de várias transações simultaneamente. Conforme a rede cresce, o sistema geral se torna mais seguro, e mais rápido.

O token IOTA (MIOTA)

Todos os tokens IOTA (MIOTA) foram criados no bloco Gênesis, e este número nunca será alterado. O número total é de cerca de 2,7 mil bilhões. Ao contrário de outras moedas, uma unidade IOTA não é divisível: ele não pode ter casas decimais.

A empresa por trás da criptomoeda

O IOTA (MIOTA) foi fundado por David Sønstebø, Sergey Ivancheglo, Dominik Schiener e Dr. med. Serguei Popov em 2015. A ideia original do projeto remete ao norueguês David Sønstebø, que desenvolveu microprocessadores em sua startup. Ele descobriu que é necessário um sistema de pagamento máquina-a-máquina para implementar suas ideias. Enquanto Sergey Ivancheglo e Dominik Schiener programaram o IOTA, Dr. Serguei Popov era responsável pelos fundamentos matemáticos do Tangle. A oferta inicial de criptomoeda foi realizada em dezembro de 2015, e todos os tokens foram vendidos na ocasião. Foram coletados um total de 1.337 Bitcoins (BTC) com a venda. A maioria desses Bitcoins (BTC) foram investidos na Fundação IOTA e servem para o desenvolvimento adicional do IOTA (MIOTA). A sede da empresa está localizada atualmente em Berlim.

Perspectiva sobre a rede IOTA

O IOTA é definitivamente uma das mais interessantes criptomoedas do futuro quando se trata de projetos inovadores com aplicações no mundo real. A Internet das Coisas se tornará cada vez mais pública e mais visível na vida cotidiana com o passar do tempo. O IOTA ainda está no começo e o caminho é longo. Alguns recursos a serem adicionados à plataforma são:

  • Contratos Inteligentes
  • Outras linguagens de programação, como Python e Java
  • “Permanodes” para armazenar todos os Snapshots
  • Masked Authenticated Messaging (MAM) para criptografar dados confidenciais no Tangle

Se a IOTA conseguir ser o fundamento das transações da Internet das Coisas, a criptomoeda terá um futuro promissor. Temas como cidades inteligentes, cadeia de suprimentos e a mobilidade podem ser áreas importante de aplicação em um mercado que está apenas começando.