O que é o Ethereum (ETH)?

ethereum

O Ethereum (ETH) é uma das criptomoedas mais famosas que existem, depois do Bitcoin (BTC). Com uma rede complexa de dados, a plataforma Ethereum , permite, ainda, que outras criptomoedas sejam criadas utilizando a sua tecnologia de ponta.

Conheça alguns pontos importantes que fazem do Ethereum (ETH) uma rede promissora de ativos digitais. Desenvolvida para ser segura e confiável, a plataforma Ethereum atrai cada vez mais investidores, por oferecer:

  • Plataforma Descentralizada
  • Executa contratos inteligentes e aplicações decentralizadas
  • Usa tecnologia do Blockchain
  • Fundado por Vitalik Buterin
  • Ether (ETH)

Entendendo o Ethereum (ETH)

Para entender o que é Ethereum (ETH) é fundamental entender a ideia básica que levou a criação da Internet. A internet foi desenvolvida com o objetivo de criar uma plataforma descentralizada de informação. Porém, no entanto, a maioria de nossas informações pessoais é armazenada em outros computadores, em servidores ou na nuvem, por um número reduzido de empresas como a Google, Facebook ou Apple, por exemplo.

Dessa forma, esses dados são alvos de ataques por vários grupos de interesse (hackers, entre outros.). A tecnologia do Ethereum (ETH) apoia a ideia de uma internet descentralizada. Sendo assim, o Ethereum (ETH) é baseado na tecnologia blockchain, a mesma tecnologia utilizada pelo Bitcoin (BTC), por exemplo. O blockchain foi descrito pela primeira vez em 2009 por Satoshi Nakamoto, em seu Whitepaper Bitcoin: um sistema de dinheiro eletrônico Peer-to-Peer.

A diferença entre o Bitcoin (BTC) e o Ethereum (ETH)

Enquanto o Bitcoin (BTC) funciona apenas como uma moeda criptografada, o Ethereum (ETH) tem um uso mais versátilA tecnologia do Ethereum (ETH) é pré-destinada para substituir terceiros que armazenam nossas informações pessoais. Desse modo, o objetivo principal do Ethereum (ETH) é a descentralização de todos os dados pessoais.

Porém, existem plataformas on-line para trabalhos em projeto, como o Asana, Trello ou o Google Drive, que armazenam todos os dados relativos ao seu projeto em seus servidores. Outros serviços armazenam dados como suas fotos, cartas de seguros, informação de contas na nuvem, como a Microsoft ou a Apple, por exemplo. Em todos esses casos transferimos nossos dados para terceiros e confiamos na privacidade e confidencialidade dessas transações.

Porém, essa não é a realidade praticada por essas empresas. A visão do Ethereum (ETH) é poder oferecer a mesma funcionalidade do Google, Apple e Facebook, através de novas aplicações descentralizadas, baseadas na tecnologia do Ethereum (ETH). Sendo assim, essa tecnologia devolve o controle dos dados realizado pelos próprios usuários. Desse modo, ninguém além do proprietário pode acessar os dados ou fazer alterações.

O desenvolvimento do Ethereum (ETH)

O Ethereum foi mencionado pela primeira vez no fim de 2013 pelo programador Vitalik Buterin, que é considerado o inventor e fundador da rede Ethereum. Desse modo, no início de 2014, Buterin, Gavin Wood e Jeffrey Wilcke começaram com o desenvolvimento do sistema.

O projeto foi financiado, inicialmente, com 18 milhões de dólares (em Bitcoins) na época, e ficou marcado na história como o segundo maior Crowdfunding de todos os tempos. Como resultado disso, foi criada a Fundação Ethereum, coordenando o desenvolvimento do Ethereum (ETH). Vitalik Buterin foi o principal desenvolvedor e responsável pelo código utilizado pela rede.

Sendo assim, sob liderança de Vitalik, foi dado o sinal de partida para a operação. Entre fevereiro e março de 2016 foi registrado o primeiro aumento significativo do valor do Ether (ETH), saltando de um para dez dólares. Isso foi seguido por uma crescimento exponencial pouco tempo depois, e em Dezembro de 2017 o Ethereum (ETH) chegou a valer US $ 1.390 cada unidade do ativo digital.

O roubo da rede Ethereum

O Ethereum (ETH) teve que superar a situação mais difícil vivida pela empresa até agora em junho de 2016. Isso aconteceu quando hackers roubaram 3,6 milhões de Ether (ETH) da DAO (a primeira organização decentralizada autônoma). Esse roubo resultou no valor de 40 milhões de dólares desviados. Nessa altura a criptomoeda perdeu mais que um terço do seu valor no mercado.

O roubo foi quase totalmente revertido por meio de um Hardfork: foi adicionada uma mudança no protocolo na forma de novos blocos no blockchain, e o blockchain foi dividido em dois. Sendo assim, o Ethereum (ETH) roubado foi transferido para um endereço novo, e os proprietários podiam trocar suas ações pelos novos Ethers. Os Ethers de todos que não queriam fazer a troca foram transferidos para um novo bloco da blockchain, sem acesso para os blocos anteriores.

Sendo assim, este foi o nascimento do Ethereum Classic. Nele se reuniram todos aqueles que seguiram o dogma “Código é Lei (Code is Law)”, e que defendem a invariabilidade do protocolo. Por outro lado, todos aqueles que seguiram o dogma “Lei é Código (Law is Code)” se reuniram atrás do Ethereum (ETH). Para todos os membros desse grupo a mudança do código era legítima para restabelecer a ordem antiga, antes do roubo.

Fases de desenvolvimento do Ethereum (ETH)

A introdução do Ethereum está prevista em quatro fases:

  1. Frontier
  2. Homestead
  3. Metropolis
  4. Serenity

Atualmente o Ethereum (ETH) está na sua segunda fase, a “Homestead”. É importante saber que o Ethereum (ETH) está em um estágio inicial, e, portanto, ainda é uma tecnologia experimental. A prioridade atual da plataforma é pesquisar e melhorar a segurança do sistema, pois contratos programados erroneamente podem causar problemas no EVM.

fases de desenvolvimento
O Ethereum tem 4 fases de desenvolvimento

Na terceira fase, chamada Metropolis, o Ethereum (ETH) será distribuido no Mainstream. O foco principal nessa fase vai ser como resolver o problema de escalabilidade. O processo de mineração também vai ter que mudar, uma vez que a dificuldade da mineração aumentará exponencialmente, com o fim de evitar a inflação.

Na quarta fase, Serenity, vai ser introduzido um algoritmo chamado Prova de Participação (proof-of-stake). Esse algoritmo determinará o que está escrito nos blocos. Desse modo, nessa fase não é mais determinante o poder de computação através da Prova de Trabahlho (proof of work), mas sim a propriedade de Ether (ETH).

Como funciona o Ethereum (ETH)?

O Ethereum (ETH) quer descentralizar a internet e acabar com o modelo de cliente-servidor. Dessa forma, os servidores e as nuvens vão ser substituídos por nós, criados pela comunidade em todo o mundo, para formar um computador mundial.

O Ethereum (ETH) é, portanto, uma rede de cadeia de blocos, distribuída publicamente. A componente central do Ethereum (ETH) é a Ethereum Virtual Machine (EVM), uma arquitetura de computador emulada por muitos computadores conectados, na qual é executado o blockchain da plataforma.

O acesso é feito através de vários clientes Ethereum (ETH), que podem ser usados ​​para se juntar ao blockchain. Sendo assim, eles fazem parte de uma rede que consiste em muitos nós: cada nó da rede executa a EVM, e segue as mesmas instruções. No entanto, essa paralelização da computação não pretende acelerar o desempenho computacional, mas é usada para manter o consenso em toda a cadeia de blocos. Esse consenso permite, por um lado, uma alta tolerância a falhas, assim bem como a minimização do tempo de inatividade (para zero). Por outro lado, ele garante a imutabilidade do blockchain.

Como utilizar a criptomoeda

O Ethereum (ETH) pode ser usado por qualquer pessoa para construir um aplicativo descentralizado. Do ponto de vista da ciência da computação é notável que a EVM pode executar códigos de qualquer complexidade algorítmica. O Ethereum (ETH) é, por si só, um turing-completo. Isso significa que, com o Ethereum (ETH), operações de qualquer complexidade podem ser executadas, e as aplicações do blockchain podem ser programadas sem restrições.

A linguagem de programação não influencia o resultado, ela é arbitrária. Desse modo, o Ethereum (ETH) é particularmente adequado para interações peer-to-peer automatizadas.

Contratos inteligentes via rede Ethereum

As aplicações são baseadas nos chamados contratos inteligentes que apoiam o blockchain do Ethereum (ETH). Contratos inteligentes são um tipo de frase usada para descrever um código de computador que descreve a troca de dinheiro, de propriedade ou qualquer coisa de valor. Ao executar o código no blockchain, por exemplo, o contrato inteligente é tratado como um programa auto-executável. Sendo assim, ele é executado automaticamente quando as condições no código do programa são atendidas. A unidade básica de contratos inteligentes é a chamada conta.

Quando são enviadas transações para a conta, como alterações de valores ou novas informações, elas são observadas pelo blockchain do Ethereum. Isso desencadeia então o contrato inteligente e o código do programa é executado. Sendo assim, os mineradores de Ethereum (ETH) “entram em jogo”. Os mineradores são os nós da rede que recebem, verificam e executam as transações. Desse modo, eles executam os complexos problemas matemáticos e agrupam as transações nos blocos do blockchain.

Os contratos digitais oferecem, ainda, uma infinidade de possibilidades de aplicação, devido a sua complexidade ilimitada. Eles podem ser usados ​​no setor hospitalar (registros médicos), em eleições, em trabalho notarial ou no setor financeiro, por exemplo. 

A mineração do Ethereum (ETH)

O processo de mineração do Ethereum (ETH) é semelhante ao princípio de mineração do Bitcoin (BTC), por exemplo. Nesse processo, as máquinas do minerador estão lidando com um problema matemático complexo para tornar um bloco bem-sucedido. Isso é chamado de prova de trabalho.

Para compensar o hardware que tem que ser comprado e o consumo de energia, os mineradores recebem um número específico de (ETH) para cada bloco bem-sucedido. Sendo assim o Ethereum (ETH) fornece aos mineradores um problema computacional baseado em memória que pode ser executado com mais eficiência com um computador comum, para evitar a industrialização e a centralização da mineração dos (ETH).

Ether e Ethereum: a tecnologia do futuro?

Para muitos o Ethereum é o sucessor do Bitcoin. Porém, sua capitalização de mercado é quase metade do valor do Bitcoin (BTC), e é a segunda maior de todas as criptomoedas. É difícil prever se algum dia o Ethereum vai ultrapassar a capitalização do mercado  do Bitcoin (BTC). O Ethereum fornece, ainda, uma tecnologia que pode inovar o futuro. No entanto, tanto o Ethereum quanto o Ether (ETH) ainda estão em um estágio relativamente inicial de desenvolvimento. Ainda há alguns desafios importantes a serem superados, antes de alcançar uma estabilidade semelhante a do Bitcoin (BTC), por exemplo.

A medida que o número de aplicativos baseados no Ethereum aumenta, crescem também os problemas com contratos inteligentes mal programados. Esses contratos podem interromper ou bloquear a rede, na pior das hipóteses. Sendo assim, devido ao objetivo descentralizado do Ethereum (ETH), não pode ser feita nenhuma intervenção manual, uma vez que isso contradiz a essência do blockchain, que é dito ser imutável.

Um problema com o número total de tokens emitidos

Além disso, outro tópico não resolvido pelo Ethereum (ETH) é o número total de tokens emitidos. Por um lado, os Bitcoins (BTC) estão limitados a um máximo de 21 milhões de tokens, e isso não vai mudar. Por outro lado, no caso do Ether (ETH), ainda não está claro quantas unidades da criptomoeda existirão no total. Dessa forma, atualmente existem mais de 80 milhões de tokens emitidos, dos quais 72 milhões foram criados no Crowdsale da fase Genesis.

A dificuldade na mineração só está começando agora, e isso significa que quanto mais aumenta o poder computacional na rede, mais difícil serão as tarefas computacionais criptográficas, com as quais os mineradores terão de lidar.

Contudo, ainda não é claro se esse aumento da dificuldade vai funcionar, ou se a desaceleração reduzirá demais a produção (devido a falta de incentivos financeiros para os mineradores).

Outro problema que surgiu devido ao rápido crescimento do Ether (ETH) é a escalabilidade. Sendo assim, a rede Ethereum tem que lidar com um número crescente de usuários. Na véspera de 20 de junho de 2017, por exemplo, foram realizadas mais de 300 mil transações com Ether (ETH), um recorde para essa criptomoeda com apenas dois anos de idade.

No entanto, o Ethereum (ETH) está apenas no início da de sua fase de desenvolvimento. Mais precisamente na segunda de quatro fases, com um potencial enorme de desenvolvimento no mercado. O Ethereum (ETH) tem a chance de se tornar o dinheiro programável do futuro. Dessa forma, para isso acontecer, a criptomoeda tem que resolver os problemas mencionados acima. Existe também a necessidade de uma forte coesão na comunidade Ethereum, que deve apoiar as mudanças a implementar em todo a rede. Afinal, o potencial para isso existe, e o desenvolvimento do Ethereum (ETH) poderá ser muito interessante em breve.