Brasil terá sua própria criptomoeda lastreada no real em 2019

Brasil terá uma stablecoin em 2019

BNDES trabalha na criação de uma stablecoin no país

O Brasil terá sua própria stablecoin em 2019. Segundo informações divulgadas em um site de notícias norte-americano, o projeto deverá ser lançado no mercado já no próximo ano. E quem está por trás do projeto é o BNDES, um dos maiores bancos estatais da América Latina e que pertence ao Brasil.

Stablecoins são ativos digitais que possuem o seu preço atrelado a outro fundo. Essas criptomoedas são consideradas especiais por apresentar praticamente o mesmo preço que o fundo no qual elas estão amparadas. No caso do Brasil, por exemplo, o stablecoin terá seu valor equiparado ao real.

Brasil é o segundo país da América Latina a criar sua própria criptomoeda

Com uma stablecoin o Brasil é o segundo país da América Latina a ter uma criptomoeda própria. O primeiro foi a Venezuela com o Petro, que foi lançado a pouco tempo no mercado. Sem ainda revelar o nome do stablecoin, o BNDES garantiu que uma unidade da criptomoeda valerá a R$ 1. Além disso, o projeto é considerado piloto e poderá ser ampliado após a comprovação do sucesso de todo o sistema criado pelo BNDES.

Para criar o stablecoin, o BNDES está utilizando a tecnologia blockchain da rede Ethereum. E nesta plataforma que o banco estatal brasileiro está desenvolvendo o stablecoin do Brasil que deverá ser lançado já em 2019. Por outro lado, parece que a criptomoeda brasileira ainda não será utilizada amplamente no mercado.

Segundo informações, o stablecoin será utilizado para a dedução de impostos. Somente a parte dos impostos direcionada para instituições culturais devem ser operacionadas via criptomoeda brasileira. Isso significa que apenas uma parcela de negócios deverão se envolver com o ativo digital criado pelo BNDES.

Empresas poderão investir em cultura através da stablecoin

O Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES) deverá administrar repassases para diversas entidades culturais. Pode ser que até os recursos da famosa Lei Rouanet sejam administrados via stablecoin a partir de então.

Segundo Vanessa Almeida, o sistema deverá tornar investimentos do governo em cultura algo mais rápido e seguro. A gerente de desenvolvimento de sistemas do BNDES explicou como funcionará o sistema de envio de stablecoins por parte das empresas.

“Temos uma espécie de identificação no Brasil que tem um certificado para enviar um token para a empresa, a empresa tem que assinar com este certificado”.